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Daer promove debate sobre inclusão LGBT+ no ambiente de trabalho

Mesa-redonda, iniciativa do Comitê de Equidade, promoveu diálogo sobre diversidade e respeito

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Servidores do Daer, de outras secretarias estaduais e demais convidados participaram da atividade - Foto: Divulgação/Daer
Texto: ACS Daer

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) – vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt) – promoveu nesta segunda-feira, 14 de julho, a mesa-redonda “Igualdade e Inclusão LGBT+: da vida social ao mercado de trabalho”. A atividade, realizada em parceria com a Divisão de Políticas para Promoção de Equidade da Secretaria Estadual da Saúde e por iniciativa doProjeto Comitê de Equidade do Daer, teve como objetivo principal oportunizar um espaço de diálogo e escuta sobre diversidade e a construção de ambientes de trabalho saudáveis e livres de preconceito. Servidores do Daer, de outras secretarias estaduais e demais convidados compareceram ao auditório da autarquia para acompanhar o evento, que ocorreu em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBT+, celebrado em 28 de junho.

A mesa de abertura contou com as presenças do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella; do diretor-geral do Daer, Luciano Faustino; e da chefe de divisão de Políticas para a Promoção da Equidade da Secretaria Estadual da Saúde, Gabriela Lorenzet.

Costella deu as boas-vindas ao público e enfatizou a relevância do evento. “Esta atividade é uma oportunidade imensa para que possamos falar de um tema tão necessário aos nossos dias. Que todos possam aproveitar este espaço de diálogo e aprendizado. Parabenizo o Daer pela iniciativa e que este conhecimento possa se transformar em ação, em prática no nosso dia a dia, e sermos pessoas melhores e mais empáticas”, disse o titular da Selt.

O diretor-geral do departamento expressou satisfação com a iniciativa do Comitê de Equidade. “O Daer chegou até aqui, aos seus 88 anos, com a contribuição de muita gente. Nosso capital são as pessoas e valorizar a diversidade destas pessoas, dentro de um órgão como o Daer, é fundamental. Toda essa diversidade faz o Daer ser grande. Precisamos, cada vez mais, valorizar esta diversidade e tornar nossos ambientes de trabalho mais humanos e livres de qualquer forma de preconceito”, ressaltou Faustino.

Representando a secretária estadual da Saúde, Arita Bergman, a chefe de divisão de Políticas para a Promoção da Equidade, Gabriela Lorenzet, também salientou a importância da atividade. “Tivemos avanços, mas muito ainda precisa ser feito, principalmente nos ambientes corporativos, no mercado de trabalho, para que a população LGBT+ possa viver em ambientes mais igualitários, livres de discriminação e opressão, além de terem seus direitos respeitados”, frisou.

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O diretor-geral do Daer Luciano Faustino destaca relevância do tema - Foto: Divulgação/Daer

Direitos não respeitados, falta de dados e discriminação postos à mesa

Para aprofundar o tema, a mesa-redonda contou com a participação do assistente social do Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRGS e ONG Somos, Ariel Bertoni; da procuradora do Estado e coordenadora da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Lisandra de Azeredo; e da analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental na Secretaria Estadual de Saúde, Camila Guaranha. Os trabalhos foram conduzidos pela coordenadora do grupo de trabalho do Projeto Comitê de Equidade e da Assessoria de Comunicação do Daer, jornalista Lírian Sifuentes.

Ariel Bertoni abriu o debate abordando definições de gênero, identidade de gênero e sexualidade, e discutiu como padrões construídos em campos religiosos, sociais, culturais e econômicos são responsáveis por grande parte do preconceito e da discriminação sofrida pela população LGBTQIA+.

Lisandra de Azeredo, por sua vez, detalhou a atuação da Comissão Permanente de Direitos Humanos da PGE na mediação de conflitos e no recebimento e encaminhamento de denúncias de violações. Ela também apresentou pareceres que tratam dos direitos da população LGBT+, como nome social e o atributo a ser registrado no campo 'sexo' em documentos de identidade para pessoas não-binárias e intersexo; união estável entre pessoas do mesmo sexo; e reserva de vagas para pessoas trans em concursos públicos. Contudo, alertou que ainda é o início da caminhada, pois as instituições não estão plenamente preparadas para lidar com a diversidade.

A analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental na Secretaria Estadual de Saúde, Camila Guaranha, destacou a escassez de informações sobre a população LGBT+ no mercado de trabalho e como isso dificulta a promoção de políticas públicas direcionadas a essas pessoas.

Atenta e participativa, Pâmela Vaz, do setor de registros na Divisão de Recursos Humanos do Daer, demonstrou entusiasmo com o evento. “Já participei de outra atividade promovida pelo Comitê de Equidade do Daer e gostei muito. Esta também está excelente. O tema da inclusão e da diversidade é muito importante. Precisamos saber, discutir, entender, para poder conviver melhor com as pessoas no nosso ambiente de trabalho”, disse.

DAER-RS